Instalação de Portaria eletrônica em condomínios é uma realidade cada vez mais próxima

 Portaria eletrônica e porteiro digital dividem opiniões entre condôminos e visitantes

A preocupação com segurança, mas também com os custos, tem levado muitos condomínios a uma decisão que divide opiniões: a substituição de porteiros por um sistema de portaria virtual. A portaria eletrônica não conta com um porteiro baseado no local para que funcione, pois a entrada e saída de pessoas é controlada pela internet por uma empresa de segurança, de outro local.
“A vigilância é constante, 24 horas observando as principais câmeras do seu condomínio. A portaria virtual aumenta o nível de segurança e baixa os custos condominiais”, explicou Bruno Appolonio, dono de uma das empresas do ramo.
Em São Paulo, estima-se que mil dos 35 mil condomínios já tenham portaria virtual. A realidade de violência vivida no Rio de Janeiro e em cidades metropolitanas (como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí) é diferente da de São Paulo, mas será que os condomínios do Rio de Janeiro se adaptariam a instalação de portarias eletrônicas e a novos hábitos de segurança?

Quanto custa instalar uma portaria eletrônica?

Além de aumentar a percepção de segurança, a instalação de portaria eletrônica diminui as despesas do condomínio, que não mais tem de arcar com a contratação de pessoal presente para a realização do serviço. Em alguns casos, a redução pode chegar a 40% dos custos condominiais. Apesar da economia a longo prazo gerada pela contratação da portaria eletrônica, em curto prazo a mudança pode causar despesas consideráveis, como os gastos com demissões e os próprios investimentos em equipamentos de segurança, como câmeras de vigilância, interfones modernos, geradores de energia e conexão ininterrupta com a internet.

Como funciona um prédio com porteiro eletrônico?

Como não há porteiro, muitas pessoas se perguntam como é possível ingressar no condomínio. A ausência física de um porteiro não significa que deixe de existir controle de pessoal. A partir da implementação de um sistema de portaria eletrônica os condôminos precisam se adaptar à nova realidade, usando impressão digital, senha ou controles para entrar. Apesar de a modernidade acompanhar os equipamentos em segurança, a novidade é vista por alguns com desconfiança e receio.

“A gente confia plenamente nos nossos funcionários. Houve um roubo aqui na frente, o porteiro automaticamente ligou para a polícia. A tecnologia falha, portão toda a hora quebra. Se quebrar, como é que faz?”, questiona o advogado José Ronaldo Curi.

Preocupado com os empregos, o sindicato dos porteiros lançou uma campanha contra a portaria virtual.

“O porteiro já sabe os hábitos dos seus moradores, dos seus familiares. A máquina, além de ser à distância, não conhece o ritmo dos seus moradores e visitantes”, afirma Paulo Ferrari, presidente do Sindicato dos Porteiros de São Paulo.

José Elias de Godoy, especialista em segurança, diz que a tecnologia é uma tendência que depende da disciplina dos moradores e não serve para todos.

“O volume de pessoas entrando e saindo, vários condôminos ao mesmo tempo, sendo controlado por uma central de monitoramento pode haver um gargalo e isso pode comprometer diretamente a segurança. Por isso, nós aconselhamos que não ultrapasse de 40 apartamentos por prédio para fazer a portaria virtual”, explicou.

Confira uma matéria completa feita pelo Jornal Nacional:

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2017-11-02T12:10:09+00:00